segunda-feira, abril 14, 2008
domingo, março 16, 2008
TODOS OS PERSONAGENS DO MUNDO




sábado, fevereiro 23, 2008
* Amores são dores!
E não há mais tempo.
Não lembro, nem esqueço
Passou e não penso.
Penso!
Mas não penso,
É um passado enterrado,
Morto, desfigurado.
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Espero que 2008 seja melhor para o meu coração, do que foi 2007, 2006 (que coração?), 2005. Há tempos que não há verdade, e encanto, somente ferrugem no sorriso.
Para falar a verdade, fui feliz sim! Para ser mais verdadeiro, sou feliz, porque não admito outra coisa, mas gostaria muito de ter relacionamentos menos ordinários.
Quero muito ver a luz do Sol no meio da noite, esquecer o mundo lá fora, me perder em beijos e sorrisos, compartilhar palavras e pensamentos, andar de mãos dadas e fazer todas aquelas cenas de carinho em público, e deixar que o resto seja imperfeito.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Quantas mágoas eternas!
Quantos amores terrestres!
Dores são dores,
E amor não se esquece!
domingo, fevereiro 03, 2008
* No Espelho

O espelho me trai, porque não me mostra. Não mostra minha face má. Ou será que eu não consigo ver a face boa, e penso que o mal que vejo é o bem? Faço confusão com tudo, por que muitas vezes não me reconheço. E acabo agindo por instinto. Sou racional, muito racional. Mas vivo de paixão em paixão. Amo as pessoas que me cercam, meus livros, meus passeios, minha diversão, minha música, o cinema que eu vejo. Mas racionalizo tudo. Mas não uso a razão para nada. Então fico perdido. Tenho medo apenas do julgamento daquele menino de 12 anos que fui um dia. Será que ele vai me culpar por escolhas incertas, será que vai apontar meus erros, sem ver todos os meus acertos? Todas as pessoas maravilhosas que passaram pela minha vida, todas as pessoas que passaram e foram embora. Amei muito e também fui amando, e eu aos 12 anos não esperava que isso fosse acontecer. Amo muito a todo o tempo, e sinto amor de muitas partes. São muitos os que não gostam de mim, e poucos os que fariam algo por mim. Mas esses poucos são um milhão, porque eles são o meu mundo, e quem desgosta acaba não sendo nada, por que o meu mundo é o que eu vivo. E eu não vejo verdade no que eu não vejo.
Espero não ter decepcionado muito meus sonhos de menino de 12 anos. Espero não decepcionar meus sonhos de agora. Espero não me reconhecer no espelho. Mas me reconhecer em mim. Por que a face é apenas uma armadura, uma armadilha. E se você tira essa pele, tem alguém diferente aí embaixo. Embaixo de todos esses níveis deve estar ainda o menino de 12 anos que eu fui um dia. E eu sei que ele tem participação nisso tudo. Eu sei que sempre fizemos escolhas juntos. Mesmo que tenhamos nos distanciado, sempre quis o seu bem e ele sempre sonhou que eu fosse alguém no ano 2000. Então, para eu me tornar alguém tive que matar o menino de 12 anos que fui um dia, o de 13, o de 14, e etc. Seus sonhos, suas vontades. Tive que superar isso tudo. Tive que ser eu mesmo aos 20, 22, 24, 26, e etc. Tenho que ser eu mesmo hoje, tenho que ser eu mesmo sempre. Só não posso decepcionar a mim mesmo hoje. Porque tenho que fazer no meu mundo o que eu quero. Todos os outros são os outros, não são eu mesmo, e mesmo que estejam aqui, sou eu mesmo, não sou nada além de mim. E mesmo que não saiba muito bem, quem sou, o que quero, o que posso. Sei que sou, que quero, que posso. Assim, dia após dias vou me superando, eu mesmo. A única pessoa que posso superar, porque não sou mais ninguém além de mim mesmo. E vou sendo a cada dia mais eu mesmo. E mesmo que não me reconheça um dia no espelho, sei que devo estar em algum lugar aqui. E um dia poderei me reconhecer.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
* Na Caverna

sábado, janeiro 19, 2008
* Hoje já é outro dia!

domingo, dezembro 18, 2005
O Amor da Minha Vida

São 6:00horas da manhã de domingo, acabei de chegar em casa, o final de semana foi bom, o balanço é positivo, mas não encontrei o amor da minha vida. Todo mundo quer amar e ser amado, mas algumas pessoas querem mais, querem um amor intenso, um amor para a vida toda, o amor da sua vida. Eu sou uma dessas pessoas. Até algum tempo atrás, pensava ter encontrado este tipo de amor, mas para vida toda ficou só a decepção, o engano. Mágoa da minha vida? Não sei, sei que agora vida nova!
Cansado de relacionamentos que acabam sem nem mesmo terem começado, parti em busca de um amor para sempre, do amor da minha vida. Acho que fui buscar no lugar errado, mas será que existe um lugar certo para se encontrar um amor? Algumas pessoas buscam na Internet, outras no trabalho, num grupo de amigos, ou ainda, outras esperam um encontro casual na rua, num bar, etc. Eu fui buscar na noite.
Beijar, beijei, ficar, fiquei, mas meu amor de verdade, tudo o que eu queria, não encontrei. Será que não se encontra mais amor da vida toda na balada? Nada disso!
O amor da vida toda não se encontra, se constrói. Da próxima vez que receber um “eu te amo” no primeiro mês de namoro vou desconfiar, se não terminar o relacionamento na mesma hora. Amar é uma construção! No início temos paixão, que com o tempo poderá tornar-se amor, mas só com o tempo.
Buscamos intensamente alguém que vá preencher nosso vazio, nosso tempo, nos ajudar a resolver nossos problemas, alguém que vai dizer quem realmente somos, nos mostrar nosso eu interior, nossa cara metade. Buscamos tanto, que confundimos paixão com amor, temos ânsia de amar.
Mesmo assim, com toda essa busca para o amor somos muito exigentes, minha cara metade deve ser muito especial, pois eu também sou muito especial. Todo mundo, bem lá no fundo, pensa assim. Mas enquanto o amor verdadeiro não vem, vamos nos divertindo com casos passageiros, alguns muito passageiros, muito comuns nas festas de hoje. O ficar tornou-se uma instituição, algumas pessoas até contam com quantas ficaram na noite, outras nem se dão o trabalho de contar. Assim parece, a primeira vista, que para os mais bonitos amar é mais fácil. Não é verdade! Para os bonitos ficar é mais fácil. Amar é muito difícil para todos.
Nós somos muito exigentes quando o assunto é o amor de verdade, mas quando alguém nos balança, logo pensamos se tratar do amor de verdade. Agora me lembro de três filmes, que são muito importantes para mim como exemplos de idealização e exigência quando o assunto é amor. Os dois primeiros, “Beijando Jéssica Stein” e o “Beijo Hollywoodiano” contam histórias de pessoas que idealizam o par romântico, idealiando tanto que não conseguem encontrar um par romântico real. Jéssia Stein de tanto idealizar não consegue encontrar ninguém, pois ela tem uma lista de atributos que o homem ideal deve ter, e outra lista de defeitos que ele não pode ter. Aqueles pretendentes que tiverem atributos de menos ou defeitos de mais, logo deixam de ser possibilidade para a senhorita Stein.
Como eu disse, não amamos ninguém no primeiro encontro, no máximo sentimos um forte tesão, quem sabe pode até acontecer o início de uma paixão. Mas eu não acredito em amor à primeira vista. Como eu posso amar quem eu não conheço. Para amar eu tenho que conhecer, conviver, viver. Mas Jéssica Stein não pode amar ninguém, pois ela está preocupada com as qualidades e defeitos dos homens que ela encontra, ela não se deixa conhecer ninguém.
Já no “Beijo Holllywoodiano”, o personagem principal idealiza tanto o par ideal, o que torna o encotro muito difícil, pois ele já encontrou sua cara metade, mas não pode acreditar que teve tanta sorte, tornando o futuro o relacionamento quase impossível. Não vivemos o ideal, mas o real. Se idealizarmos muito, teremos problemas com a realidade. O terceiro filme que me vem à cabeça é “E o vento levou!”. Neste, a personagem principal passa toda a história iludida, achando que ama o mocinho, o homem ideal, par perfeito para todas as mulheres, o homem virtuoso. Ela precisa perder tudo para perceber que o seu grande amor, sua cara metade estava todo o tempo ao seu lado.
Assim perdemos muito, deixamos todo o tempo de aproveitar o presente procurando um amor de verdade para o futuro. Na verdade, não sei se todas pessoas procuram um amor de verdade. Acho mesmo que não. Mas meu final de semana teria sido muito melhor se eu apenas tivesse buscado diversão. O amor da minha vida, eu tenho ainda minha vida toda para encontrar, ou melhor, para construir. Se isso acontecer. Passamos grande parte das nossas vidas imaginado como deveria ser, no momento que acontece nem percebemos.
Hoje, domingo o céu estava nublado pela manhã, durante a tarde choveu. Mesmo assim o calor abafado continuou. Foi um final de semana produtivo.
Agora que o inferno em minha vida se foi,
Percebo que as chamas, que ardiam em meu peito,
Eram chamas de dor
Não chamas de paixão ou de amor.
Se amei?
Como amei!
Mas em retribuição ao meu amor,
Recebi mentira, traição e dor.
Foi tudo o que me deu, meu velho amor.
Então, acho que não foi amor!
Não foi amor, foi apenas dor.
Algumas vezes senti dor, de dor,
Outras vezes, dores de amor.
Ora ardia em chamas de amor,
Ora em inferno de dor.
E o inferno que eu ganhei,
Foi com amor que eu o plantei.
Mas agora, dar-me-á apenas amor,
Meu novo amor dar-me-á amor sem dor.
E o fogo do amor?
Agora eu sei.
terça-feira, novembro 29, 2005
No final, só importa o que você fez!


No final, só importa o que você fez!
1
Na vida interpretamos muitos personagens, filho, pai, marido, amante, namorado. Fingimos ser muitas coisas, palhaço, burguês, herói, louco. Somos uma só pessoa e, apesar de vivermos uma só vida, temos muitas faces, apesar de sermos uma só pessoa. Mas os outros, como os outros nos vêem? Será que os outros vêem o que realmente somos, ou eles enxergam todos os personagens que interpretamos?
A imagem que os outros fazem de nós é uma grande questão, ou melhor, uma grande resposta para muitos problemas humanos. No fundo, acabamos nos tornando aquilo que os outros vêem em nós. Muitas pessoas procuram, a vida toda, encontrar em outra aquilo que elas não conseguem ver nelas mesmas, ou buscam descobrir quem elas são, o seu interior, amando outra pessoa. Como se a outra pessoa, o outro, pudesse mostrar o que elas são, mostrar o interior, iluminar. O que buscam é o público, atento, amoroso e paciente, que vai deixar que elas apareçam. No fundo, sempre buscamos nós mesmos.
Interpretamos diversos papéis para nós mesmos, temos muitas faces para nos agradar, vivemos a vida toda olhando para dentro, procurando algo, nos procurando. Quando nos apaixonamos queremos mostrar o quanto somos bons, sensuais, felizes, inteligentes. Quando amamos queremos apenas nos amar, a outra pessoa serve apenas para isso, para nos mostrar que somos o centro do nosso universo. Passamos a vida toda assim. Quando temos atos de abnegação, quando somos altruístas, apenas queremos ser lembrados, pois somos perecíveis. Sermos lembrados, é a única forma de continuarmos depois de mortos.
2
No final, só importa o que você fez, e você será lembrado por algo que tenha feito, não por tudo que você fez ou que você foi. Vivemos para os outros, para que os outros se lembrem de nós. A solidão reside em não ter público, não em estar sozinho, pois sempre estamos sozinho, assim nascemos e assim, um dia, morreremos.
Não importa o que as pessoas sejam o que importa é o que elas façam, elas serão lembradas apenas por isso, pelo que elas fizeram. Então eu fico pensando que nós podemos amar ditadores sanguinários, desde que não nos lembremos das atrocidades e genocídios que eles cometeram.
Assim, Hitler e Stalin, são lembrados apenas como ditadores sanguinários, e ninguém se lembra de nada de bom que eles tenham feito, pois todas os inocentes que eles mataram, toda a dor que eles provocaram foi maior do que tudo de bom que por ventura fizeram. Da mesma forma, Getúlio Vargas é lembrado como nacionalista, pai dos pobres, um homem de visão progressista, mas ninguém se lembra que ele foi ditador por anos.
Quantas pessoas morreram por políticas implementadas por Getúlio Vargas, ou por F. D. Roosevelt, ou W. S. Churchill? Mas ninguém se lembra deles como genocidas.
Gandi, indubitavelmente, era um homem de paz, e assim sempre será lembrado, mas ninguém se importa se sua esposa teve uma vida conjugal infernal. Pois a memória coletiva guarda apenas fragmentos, e no final, só importa o que você fez!
3
Se o que importa na nossa vida são nossos atos, nossa vida não importa. Se os nossos atos são julgados depois de ocorridos, não importa o presente. Não somos nada no presente então, somos apenas o passado, o que passou, o que fizemos. Desse modo, temos que fazer coisas grandes, geniais para que possamos ser lembrados, seremos hoje o resultado de ontem.
Mas e o destino? O destino inexorável que nos empurra para determinados caminhos, que parece não nos dar escolha. O destino no futuro também não existe, ele está no passado. É no passado que vemos o destino, como uma força incontrolável que nos impulsionou para determinado lugar, quando nós poderíamos ter ido para outro, como um desígnio do destino, “tem que ser assim” (es muss sein).
Depois de acontecido o fato se torna obra do destino. Como se não fosse possível ter sido de outro modo.

