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domingo, abril 06, 2008

Martin Luther King, In the name of love




No início de abril de 1968 a Academia de Artes e Ciências de Hollywood estava preparada para entrega do Oscar, porém o assassinato de Martin Luther King adiou a cerimônia de entrega por dois dias. A academia se calou! King foi durante os anos 60 um dos líderes negros mais ativos nos Estados Unidos. Filho de um pastor, em 1954, ele aceitou a pastoral de Montgomery, no Alabama. Em dezembro do ano seguinte liderou o primeiro grande movimento não violento negro, o boicote dos ônibus que durou 382. Em Montgomery a discriminação nos ônibus era legal, e os negros podiam apenas se sentar nos bancos traseiros, não podendo utilizar o espaço dos brancos. Em 21 de dezembro de 1956, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucional a segregação nos ônibus. Foi a primeira grande vitória de King.

O líder negro pacifista, aos 35 anos foi a pessoa mais nova a ganhar o Prêmio da Paz, e doou todo o dinheiro do prêmio, mais de 50 mil dólares, à causa dos direitos civis dos negros.

Realmente King foi um líder nato. No seu famoso discurso “I Have a Dream” ele pedia um país onde negros e brancos pudessem se confraternizar. Na noite de 4 de abril de 1968 Martin Luther King descansava num hotel em Memphis, quando levou um tiro disparado por um prisioneiro branco que fugira. Quando a notícia da sua morte se espalhou a violência estourou em mais de 100 cidades. O movimento negro depois de King se tornou mais violento, o racismo hoje nos Estados Unidos não é mais legalizado. Mas na grande potência defensora da liberdade e da democracia, como eles gostam de se auto intitular, em alguns lugares negros e brancos ainda não podem se confraternizar.



U2
Pride (In The Name Of Love)
One man come in the name of love
One man come and go.
One man come here to justify
One man to overthrow.
In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.
One man caught on a barbed wire fence
One man here resist
One man washed up on an empty beach
One man betrayed with a kiss.
In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.
Early morning,
April four
Shot rings out in the Memphis sky.
Free at last, they took your life
They could not take your pride.
In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.

sábado, março 01, 2008

* E agora Fidel?

Depois de 49 anos à frente do governo cubano, doente, e de forma melancólica, Fidel Castro deixa o poder. Para muitos já vai tarde! Em 1959, quando a Revolução Cubana derrubou o ditador Fulgencio Batista, a acabou com a dominação americana na ilha, que já durava mais de 60 anos, Fidel era considerado um libertador, não só para os cubanos, mas para o mundo todo. Ele era o homem contra a tirania, hoje ele é a tirania. O barbudo tinha o seu charme, e fascinava não só as esquerdas. Corajoso, inteligente, viril (Fidel nunca foi de uma mulher só!), desde cedo se tornou um mito. A história empurrou e Fidel se deixou empurrar para uma das mais longas ditaduras do século XX, adentrando o XXI. Hoje, quase meio século depois Fidel é visto por muitos como um opressor, um ditador.

A recusa dos EUA em aceitar a liberdade da ilha, levou Fidel a se aproximar cada vez mais da URSS, estávamos na Guerra Fria. O fim do bloco soviético, associado ao bloqueio vergonhoso dos Estados Unidos à Cuba tornou a vida na ilha de Fidel quase insuportável. Mesmo assim, Cuba conseguiu dar a volta por cima e nos últimos anos tem sido um dos países que mais crescem no continente americano.

Fidel, depois de conquistado o poder, não chegou a abandonar o sonho da revolução mundial, mas quis consolidá-la primeiro em Cuba. Já Che Guevara, tinha como objetivo estendê-la para o mundo. Além disso, Cuba era pequena demais para os dois grandes homens. Talvez se Che não tivesse morrido, tão novo, teria contribuído para que Cuba tivesse outro caminho, mais democrático. Talvez o poder não tivesse ficado concentrado nas mãos de Fidel. Talvez! Como a história é sempre o que ela foi, e não o que deveria ter sido, a história julgará Fidel, e é esse o julgamento que ele aguarda. A sua saída da chefia de Cuba pode trazer muitas mudanças para a ilha, e espero que sejam todas elas no sentido de uma democratização com a manutenção de certo socialismo. Que os cubanos não percam os benefícios em saúde e educação que dão a ilha um Índice de Desenvolvimento Humano muito mais alto do que o brasileiro. Que a vontade do povo cubano seja feita, e que o povo realmente se liberte e não precise mais perguntar, “E agora Fidel?”