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quinta-feira, janeiro 24, 2008

* Na Caverna



Quando percebi que estava numa caverna escura, pensei que fosse tarde demais. Tentei tatear a saída, mas para que lado era a saída? Bati com a cara nas pedras, cai no chão. Tudo ficou ainda mais obnubilado. Desorientado, procurei ir à direção onde era possível respirar melhor; mas me faltava o ar. Não era possível ver nada, e perdi todo o senso de direção. Então, resolvi me entregar à sorte, e adentrei, o mais profundo que pude, na caverna. Às vezes não era possível respirar o ar sufocante, mas continuei, seguindo em frente, sem ver nada, na escuridão abissal. Tão escuro era, que ao fechar os olhos via uma luz, que não existia, e abria-os, sem notar que era quase um sonho. Mas, o pesadelo, as trevas, se grudou em mim. E passei a enxergar, mesmo no escuro, mesmo sem ver nada, passei a ver o que eu queria. Foi quando, tal qual uma revolução, a noite se fez dia. E com tudo clareado, voltei desesperado, para onde tudo era nublado.